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As formulações de protetores solares
modernos estão sujeitas, constantemente, a um conjunto e fatores cada
vez mais rigorosos. Esse rigor acentuado provém de expectativas de
eficácia cada vez maiores por parte dos consumidores, da necessidade de
maior segurança de uso, de requisitos legais cada vez mais estreito,
da harmonização de legislações nacionais, de maiores restrições
comerciais, de maior estabilidade do sistema, etc. Novos aspectos de
performance para todos os ingredientes permitem selecionar benefícios
adicionais e ajudar outras matérias-primas a cumprirem suas funções.
Procura-se utilizar componentes apresentando sinergismo com outros
no intuito, obviamente de melhorar a performance global da formulação
sem afetar negativamente o fator custo. |
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O número de
cânceres cutâneos está em constante progressão, em todos os
países do mundo. As radiações solares constituem um dos
principais riscos. A informação, o diagnóstico antecipado e a
prevenção são elementos fundamentais, mas entre a tomada de
consciência coletiva e a integração de um comportamento
adequado com relação ao sol, um grande passo ainda deve ser
dado. O comportamento do nosso povo no litoral ou na beira de
piscinas é testemunha permanente dessa falta de
conscientização.

Os carcinomas
representam 90% dos tumores e se dividem em carcinomas
basocelulares e epidemóides. Os melanomas representam cerca de
10% dos cânceres. Os carcinomas tem baixa taxa de mortalidade
porém são considerados um grande desafio pela Saúde pública
de países tais como Austrália, Dinamarca e Inglaterra. Os melanomas
são muito mais perigosos. Na França, por exemplo,
surgem 6.000 casos novos por ano e matam 1.000 pessoas
anualmente. São responsáveis por 95 a 98% dos falecimentos por
causa de câncer de pele. Nos Estados Unidos, a estimativa dos
risco, avaliada em 1 caso para 1.500 habitantes, em 1935, passou
para 1 caso para 105 em 1990 e 1 caso para 75 habitantes para o
ano de 2000. Trata-se de uma aceleração preocupante!
| Raios
UVC |
200-290
nm |
São
absorvidos pela camada de ozônio |
| Raios
UVB
(0,1% da energia
eletromagnética que chega na Terra) |
290-320
nm |
Possuem
uma intensa atividade fisio-patológica sobre a pele.
Não obstante, não penetram profundamente nas camadas
cutâneas. São em grande parte, absorvidas em cima da
derme. São responsáveis pelo enriquecimento solar a
curto prazo e a longo prazo provocam os cânceres
cutâneos. |
| Raios
UVA
(4,9% da energia
eletromagnética que chega na Terra) |
320-400
nm |
Possuem
uma energia muito menor que os UVB. Seus efeitos
biológicos são acumulativos (efeitos a longo prazo).
Penetram profundamente na derme. Intervêm nos
fenômenos do foto-envlhecimento e na gênese de certos
cânceres. |
| Luz
Visível
(40% da energia
eletromagnética que chega na Terra) |
400-700
nm |
A
parte visível do espectro solar pode ser nociva às
células. Tem um papel coadjuvante no
foto-envelhecimento cutâneo. |
| Infravermelhos
(55% da energia
eletromagnética que chega na Terra) |
700-3000
nm |
A
ação prolongada ao calor pode provocar sérios efeitos
secundários |
Os cânceres
cutâneos são visíveis, um diagnóstico precoce é possível e
assegura a cura. Se a genética contribui bem pouco à
aparição de um câncer cutâneo, a exposição aos raios
solares continua sendo o principal fator de risco e... o único
evitável. O risco varia em função da latitude, da altitude,
do horário, da idade, do fotótipo de pele (capacidade de
bronzear com ou sem queimaduras) do tipo de exposição
(crônica ou esporádica) e da informação. Um dos melhores
meios de avaliar o risco de desenvolver um melanoma é o número
de nævi (pintas) que se multiplicam e se desenvolvem durante a
infância e adolescência sob a influência do sol.
Do ponto de
vista do cancerologista, o melanoma maligno pode aparecer como
um câncer relativamente benigno, raro, com fatores de risco
conhecidos, facilmente acessível, curável por simples cirurgia
se for diagnosticado em tempo hábil. Mas, se o câncer se
desenvolve, é lá que ele se torna muito perigoso. A cirurgia
somente é eficaz com melanomas malignos no estágio inicial.
Nos outros casos, a tendência metastática é muito forte e
leva muitas vezes em cânceres incuráveis. Mesmo com tumores de
2 a 3 mm, o risco de metastases é de 20% para o prazo de 10
anos. Ainda hoje, somente um doente em cada dez pode esperar uma
cura total quando chega ao nível de metastase.
A utilização
de produtos solares é então indispensável, porém deve ser
feita de modo esclarecido. Pelo fato de retardar as queimaduras
por filtrarem os UVB, podem gerar alguns desvios de
comportamento já que as pessoas vão aproveitar assim para
ficarem mais tempo expostas ao sol. Passam então a serem
agredidas pelos UVA, indutores de cânceres cutâneos. Ao
contrário dos antigos cremes que somente filtravam os UVB, os
produtos atuais são nitidamente mais eficazes. Entretanto,
necessitam de quantidades que, na prática, são raramente
aplicadas, sejam pelo pouco conteúdo dos frascos, seja pelo seu
custo.
Vale também
comentar o problema da ausência de normas internacionais
para determinar o índice de proteção de um produto contra os
UVA, o que não permite comparar os índices de cada um. O
filtro ideal, que ainda não existe, será aquele que filtrará
igualmente toda a radiação solar. Por esta razão, o meio de
proteção mais seguro que temos a disposição é o uso de
chapéus e roupas, sendo os protetores solares somente um
complemento.
| Fototipo |
Ação
do sol sobre a pele |
Características |
| 0 |
Não
podem tomar sol, não bronzeam |
Albinos |
| I |
Se
queimam facilmente, não bronzeam, ficam vermelhos |
Ruivos |
| II |
Se
queimam facilmente, bronzeam um pouco |
Loiros |
| III |
Se
queimam moderadamente, bronzeam progressivamente |
Morenos |
| IV |
Se
queimam pouco, sempre bronzeam bem |
Latinos |
| V |
Se
queimam raramente, sempre são bronzeados |
Árabes,
Mediterrâneos, Mestiços, Asiáticos |
| VI |
Nunca
se queimam, pele pigmentada |
Negros |
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Como tendência
geral, a demanda por protetores solares com FPS mais altos tem
sido observada em todos os mercados; na França por exemplo, a
demanda por produtos de FPS altos cresceu 43% em 1997. De forma
simplista para aumentar o FPS... é só colocar mais filtro, mas
isto custa! A outra solução é empregar melhoradores, no
sentido amplo do termo. |
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Existem dois
tipos de agentes filtradores: os filtros solares orgânicos e os
inorgânicos. Os filtros orgânicos ainda são chamados de
solúveis ou químicos enquanto os inorgânicos são também
conhecidos como físicos, minerias, insolúveis, naturais ou
não químicos. Esta última apelação é obviamente, mal
empregada neste caso, mas tem ganho uma certa aceitação por
parte da indústria.
Os filtros
orgânicos são substâncias compostas por moléculas complexas.
A ação fotoprotetora dos filtros se deve à sua capacidade de
absorver os UV, impedindo a transmissão de radiação até os
tecidos subjacentes e evitando assim qualquer efeito nocivo.
Não existe filtro químico eficiente para todo o espectro dos
UV. Existem filtros com espectro de absorção estreito,
seletivos dos UVB (antranilatos, benzimidazoles, benzilidene
canforado, cinamatos e ésteres do ácido p-amino benzóico -
PABA) e filtros com espectro largo apresentando também alguma
eficácia contra os UVA (benzofenona e os derivados do
dibenzoilmetano como a avobenzona). Hoje, existem dúzias de
ingredientes ativos para a produção de filtros solares, mas
nem todos são aprovados pelos organismos regulamentadores.
Os filtros
minerais ou substâncias bloqueadoras são as novas gerações
de filtros. Estes bloqueadores inorgânicos vêm sendo usados
cada vez mais freqüentemente. Sua popularidade provém do fato
de não serem tóxicos, além de muitos eficazes na proteção
contra os UVA. As duas partículas mais usadas e aprovadas tanto
nos Estados Unidos quanto no Japão e na Europa são o dióxido
de titânio, (TiO2) e o dióxido de zinco (ZnO).
Nas
formulações solares, o componente mais caro é o filtro solar.
Por esse motivo, alguns fabricantes de produtos químicos têm
desenvolvido estudos sobre produtos apresentando sinergismo com
esses filtros, ou seja, capazes de aumentar o poder protetor dos
mesmos. Assim, com uma mesma quantidade de filtro obtem-se um
FPS maior ou, ainda, pode-se reduzir a quantidade de filtro
usado na formulação e manter o mesmo FPS. De uma forma ou de
outra, existe uma redução de custo. Os bons melhoradores fazem
o grande desespero dos fabricantes de filtros! |
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Foi mencionado
acima que os formuladores procuram cada vez mais incorporar em
suas formulações matérias primas multi-funcionais com
interações sinérgicas. Nesse contexto, a Cognis desenvolveu o
conceito de SSS (Synergistic Sun Systems), ou seja,
sistemas energéticos de proteção solar.
Como se inicia o
desenvolvimento de um sistema com estas características? É um
processo de três fases; primeiro a seleção apropriada dos
filtros UV, em seguida uma análise crítica e escolha dos
demais ingredientes da emulsão. A terceira etapa consiste na
execução de uma investigação experimental da matriz complexa
que constitui a formulação. A gama de filtros disponíveis,
químicos e físicos, é conhecida e suas propriedades
claramente definidas. As investigações experimentais obedecem
também a critérios conceituais, normas de execução e
princípios básicos de qualidade. Sendo assim, a criatividade
dos formuladores deverá concentrar-se na segunda etapa: a
seleção de ingredientes performantes.
Considerações
envolvidas na seleção dos principais ingredientes da emulsão.
Os benefícios adicionais, em potencial, que podem ser obtidos
dos emolientes são mostrados nas figuras 5 e 6, onde o poder
solubilizante de alguns óleos cosméticos em relação a dois
filtros orgânicos de uso comum - a avobenzona e a benzofenona-3
-, está representado. É sabido que um maior poder
solubilizante proporciona uma incorporação inicial bem
sucedida dos filtros solares e também uma melhor estabilidade e
manutenção da integridade da emulsão, por reduzir as
chances subseqüentes de recristalização do filtro.
Também podem ocorrer significativos efeitos sinérgicos com
alguns emolientes e filtros orgânicos, resultando no incremento
da absorçào UV. A figura 7 mostra o aumento de poder de
absorção de UV que podem propiciar diferentes emolientes em
uma formulação com um filtro solar muito utilizado, o
metoxicinamato de octila. Observa-se que os coglicerídios
apresentam a melhor performance. Testes in vivo com o
Myritol 331, da Cognis, têm mostrado, caeteris paribus,
que a mesma formulação passa a ter um FPS 11 (Colipa) enquanto
que com o uso de óleo mineral teria somente um FPS 8. Trata-se
de uma diferença significativa.
Os aspectos
físicos de aplicação de emolientes também merecem uma
análise crítica. As características de espalhamento sobre a
pele de uma emulsão fotoprotetora são importantes, tanto do
ponto de vista sensorial como da eficácia. Uma emulsão
fotoprotetora deve propiciar a sensação correta e esperada
pelo consumidor, além de ter espalhamento adequado, para
garantir o FPS declarado, além dos agentes emolientes,
propriamente ditos, todos os demais componentes da fase oleosa
de uma emulsão fotoprotetora (por exemplo os filtros solares
orgânicos) irão contribuir para determinar as características
de espalhamento de um dado sistema.
Informações
sobre o comportamento de espalhamento também podem ser usadas
quando um ajuste nas propriedades sensoriais necessita ser
feito. Nos produtos de alto FPS (acima de 15) é necessário
aumentar a concentração de filtros solares orgânicos, a
despeito do incremento na concentração de filtros
inorgânicos, e aqueles são, normalmente, óleos de baixo
espalhamento. Para compensar o efeito sensorial negativo, a
proporção de emolientes de rápido espalhamento (Cetiol OE /
Cetiol B / Cetiol CC) precisa ser aumentada e ajustada por meio
de emolientes de médio espalhamento, por exemplo, Myritol 331
ou Cetiol LC. Desta maneira um perfil sensorial praticamente
constante pode ser mantido em toda linha de produtos com
distintos FPS.
Paralelamente à
otimização dos sistema emoliente em relação à eficácia
fotoprotetora e os efeitos sensoriais, é necessário avaliar o
efeito dos emolientes e filtros solares sobre a estabilidade do
produto, pois este é na maioria dos casos, um sistema
emulsionado, e, portanto, instável por natureza. A estabilidade
e a eficácia dos produtos acabados, junto com a
facilidade de produção e o custo da fórmula são todos
dependentes, mais uma vez, da escolha correta do sistema
emoliente.
O efeito dos
diversos emolientes sobre as características de uma certa
emulsão pode ser comparado através da investigação da
distribuição de tamanho de gotículas de um sistema-ensaio
emulsionado. Quanto menor o tamanho mediano de partículas
obtido e mais estreita for a distribuição dos tamanhos, mais
fácil será a emulsificação do emoliente específico e
maiores as chances de estabilidade da emulsão. Na figura 8, uma
graduação dos diversos tipos de distribuição de tamanhos de
partículas é mostrada, enquanto a figura 9 compara os
resultados obtidos a partir de testes usando o Eumulgin VL 75
como um emulsificante O/A primário a base de alquilglucosídeo.
Os principais
requisitos para emulsificanntes multifuncionais são: boa
compatibilidade cutânea, alta eficiência (baixa dosagem de uso
para estabilizar o sistema), bom perfil sensorial, alta
segurança de uso e facilidade de incorporação. Embora os
emulsificantes sejam empregados em baixas concentrações, é
importante que o nível de irritação potencial seja o
mais baixo possível. Enquanto isso é verdadeiro me todas as
áreas do tratamento cutâneo por cosméticos, passa a ser
crítico em produtos de fotoproteção, os quais são usados em
condições bastante rigorosas, envolvendo irritação da pele
pela exposição ao sol e com a presença de ingredientes
reativos (os filtros orgânicos).
Alta eficiência
de emulsificação garante que um produto estável possa ser
produzido com uma quantidade mínima de emulsificante. Alta
eficiência no incremento do FPS pode ser alcançada mediante
uma melhor umectação dos filtros físicos, melhor
solubilização dos filtros orgânicos, distribuição estreita
de tamanho de gotículas pequenas.
Alcançar um
perfil de alta segurança de uso (baixo risco) envolve
satisfazer as preocupações do consumidor sobre problemas reais
e aqueles percebidos subjetivamente. Matérias primas de origem
vegetal eliminam as discussões sobre doenças transmitidas por
animais (exemplo, BSE). Ademais, a eliminação de
emulsificantes a base de óxido de eteno em formulações de
proteção solar elimina o risco de ocorrência da chamada Acne
de Mallorca.
A tecnologia de
emulsão também forma parte do sistema completo. Técnicas de
manufatura e formulação derivadas de um perfeito entendimento
da química e da física envolvidas podem oferecer vantagens
sinérgicas importantes. As figuras 10-11 dão exemplos
para emulsificação a frio.
Para atender às
novas demandas dos consumidores por produtos fotoprotetores em
"pump-sprays", os conhecimentos sobre a
tecnologia de inversão de fase (PIT) precisam ser explorados. A
figura 12 mostra o comportamento de fase de emulsões PIT.
Emulsões PIT permitem a formação de tamanhos de
gotículas muito pequenos, o que é um pré-requisito para
adequada estabilidade.
O sistema A/O
oferecem um número de vantagens no campo dos cosméticos para
proteção solar. Novos emulsificantes tais como o Dehymuls PGPH,
permitem superar aspectos de manufatura e de aplicação
considerados negativos. Uma resistência à água melhorada, com
efeito positivo sobre o FPS, é uma das vantagens maiores. Maior
facilidade de dispersão de pigmentos oferece vantagens tanto do
ponto de vista da manufatura como da performance final. Um
resumo de nosso estudo de dispersibilidade está representado na
figura 13.
Com maiores
níveis de emolientes os perfis de espalhamento e
aplicação têm considerável espaço para manipulação. Por
exemplo o ressecamento causado por elevados níveis de filtros
solares físicos pode ser balanceado pela alta emoliência do
sistema A/O. O fornecimento de ativos lipossolúveis também
pode ser reforçado.
Os agentes
formadores de filme são uma outra maneira de melhorar a
resistência à água. Os efeitos significativos proporcionados
pelo glicolato de quitosano sobre a resistência à água podem
ser vistos na figura 14.
Aditivos com
efeitos de tratamento são também auxiliares valiosos na
obtenção de emulsões fotoprotetoras eficazes e
multifuncionais. Eles podem mitigar as consequências das
prolongadas exposições ao sol. Os componentes ativos, que
promovam efeitos calmantes, hidratantes e de recuperação
cutânea, são particularmente relevantes. O alfa-bisabolol, os
esteróis, as proteínas vegetais hidrolisadas e a vitamina E,
de origem natural, são ativos particularmente recomendados.
Conclusão.
alguns dos diferentes aspectos comentados acima podem ser
visualizados na matriz de seleção, mostrada na figura 15, onde
aparecem também os produtos da Cognis, mais indicados. Uma
rápida olhada permite ver que todas as matérias primas
sugeridas são multifuncionais e que futuros desenvolvimentos
serão baseados na integração de ingredientes cada vez mais
multifuncionais. Matérias primas para emulsões multifuncionais
estão ajudando a tornar uma matriz de formulação de
fotoprotetores em um sistema sinérgico de proteção solar.
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A aliança entre
as companhias ISP e Rohm & Haas possibilitou a criação de
uma tecnologia inovadora, especialmente desenvolvida para
aplicação em produtos para fotoproteção. SunSpheresTM
participa das formulações como componente inativo, otimizando
a performance dos agentes fotoprotetores ativos, ou seja, dos
filtros solares orgânicos e inorgânicos, promovendo
incrementos de 40 a 80% do fator de proteção solarn (FPS).
Esta tecnologia oferece ao formulador uma série de vantagens
como: redução do percentual de componentes ativos,
incremento significativo do FPS, redução do custo das
formulações, melhoria no sensorial do produto e redução de
irritabilidade cutânea.
O que é
hollow sphere? A tecnologia hollow sphere (esfera oca) é
usada comercialmente em várias aplicaçòes industriais. O
produto SunSpheresTM um polímero, é uma adaptação
patenteada dessa tecnologia, especialmente adaptada para uso em
aplicações de filtros solares.
A dimensão
externa das esferas tem influência significativa sobre a
opacidade (visibilidade) das esferas. São esferas acrílicas de
aproximadamente 400 nm de diâmetro externo, invisiveis e
imperceptiveis ao tato, com características estruturais
específicas que garantem sua peformance e integridade física.
Quando
produzidas, as esferas são enchidas com água. Nessa forma são
estáveis e assim permanecem durant e todo o processamento e até
após a incorporação no produto final. Quando este é aplicado
sobre a pele, o conteúdo de água interno da esfera migra
irreversivelmente para fora da mesma e esta permanece
vazia sobre a superfície da pele. A existência deste vazio
interno da esfera é fundamental para garantir a funcionalidade
da mesma.
O mecanismo de
ação é relativamente simples. A luz, ao atravessar o vazio
interno das esferas, passa por meios com diferentes índices de
refração (RI) e, por esse motivo, refrata. O envelope
polimérico da esfera tem um índice de refração de 1,6.
Depois da água ter migrado para fora das esferas, a luz
passando através do envelope polimérico SunSpheresTM,
encontra o interior vazio com índice de refração de 1,0. Essa
diferença entre os índices de refração da esfera de
polímero e o seu núcleo vazio faz com que a luz refratada saia
da esfera com um ângulo diferente daquele que entrou e se
espalha. Este espalhamento da energia aumenta a probabilidade de
enc ontro da radiação UV com uma molécula de filtro solar
orgânico ou inorgânico (centros ativos) que normalmente
participam das formulações e, tal como as esferas vazias,
também estão presentes no filme de produto depositado sobre a
pele após aplicação. É importante observar que SunSpheresTM
não atua como um filtro solar ativo, ou seja, não absorve as
radiações solares: as esferas são um excelente centro de
espalhamento da luz ultra-violeta, otimizando a performance dos
filtros solares químicos e físicos por aumentar a (figura 17)
a probabilidade dos fótons ultravioletas serem absorvidos ou
refletidos pelos ativos.
Testes
extensivos para otimizar o produto e assegurar a estabilidade.
Durante o processo de desenvolvimento do polímero SunSpheresTM,
o critério considerado chave para o sucesso foi definido como
sendo a estabilidade do polímero durante três meses, na
presença de metoxicinamato de octila, a temperatura de até
45º C. Um rigoroso protocolo de testes foi estabelecido para
monitorar a performance do produto:
-
Duas fórmulas
diferentes de protetor contendo SunSpheresTM foram
usada s durante os estudos;
-
Todos os
candidatos foram testados com 5% de sólidos em ambas as
formulações;
-
Foi montada uma
série de controle, sem esferas de polímero, observada em
paralelo;
-
A estabilidade
física foi monitorada semanalmente durante três meses, ou
até a confirmaçào de seu fracasso;
-
Amostras de
ambas as fórmulas e seus respectivos controles, foram
submetidos à temperatura ambiente e a 45º C e monitoradas
semanalmente por três meses para validação da estabilidade
física do polímero e verficação do FPS in vitro;
-
Ambas as
fórmulas (com e sem SunSpheresTM) foram testadas in
vivo utilizando-se o protocolo estabelecido pelo FDA (Final
OTC Monograph)
Os resultado s foram
dos mais conclusivos. Na avaliação do FPS in vitro, ambas as
fórmulas e seus respectivos controles foram submetidas as análises
via Optometrics SPF Analyser. As fórmulas com SunSpheresTM
mostram um incremento no valor do FPS, quando comparadas aos
resultados obtidos com os controles. Este incremento no valor do FPS
se mantém estável durante os três meses de avaliação tanto para
as amostras expostas à temperatura ambiente quando expostas a 45º C.
Nos testes de FPS in vivo, as fórmulas com SunSpheresTM
com 5% de sólidos mostram incrementos de FPS ao redor de 60-72%.
Uma outra
preocupação foi de verificar se as SunSpheresTM poderiam
prejudicar a performance de formulações resistentes à água, ou
seja, iriam interferir na formação e aderência do filme protetor
resistente à água. Para investigar esta questão foi adotado um
outro modelo de fórmula, com comprovada resistência à água,
baseada no ProLipidTM, agente emulsionante capaz de formar
estrutura de g el lamelar. Mais uma vez, os resultados foram altamente
satisfatórios e comprovam que a fórmula contendo SunSpheresTM
à 5% em sólidos, elevou o valor do FPS de 17,4 para 27,6 ou 59%
maior que o controle. Mesmo após 80 minutos de imersão, o FPS da
fórmula testada resultou em 25,5 ou 49% maior que o seu controle.
SunSpheresTM
proporciona incrementos significativos de FPS para uma dada
formulação. Além disso, sua presença como um polímero inerte não
interfere significativamente com o filme resistente à água
depositado sobre a pele. Em outros sistemas, montados especialmente em
função das SunSpheresTM, pode-se obter resultados ainda
melhores!
Melhorador de
performance e redutor de custos. A capacidade comprovada do
SunSpheresTM aumentar o fator FPS em 50-70% dá aos
formuladores não somente uma nova ferramenta para produzir produtos
solares de alta performance como também uma oportunidade ímpar para
reduziro custo global da formulação. De fato, o custo adicional
relativo à incorporação de SunSpheresTM na formualção
é amplamente compensado pela substancial redução decorrente dos
menores volumes de filtros solares utilizados.
Cada filtro solar
isolado exibe uma determinada performance quando associado à
SunSpheresTM. Outros fatores como concentração de uso,
solubilidade, diferentes componentes da fórmula, bem como a
associação entre os filtros solares, fornece diferentes resultados
em termos de ganho de FPS. O conhecimento da performance dessas
associaçòes permite maximizar a performance da fórmula e reduzir
custos.
Dois exemplos de
testes in vitro demonstram os resultados obtidos quando
SunSpheresTM é combinado a um único filtro solar.
No primeiro exemplo o
metoxicinamato de octila (filtro solar UVB mundialmente aprovado) é
associado ao SunSpheresTM, e participa da fórmula A em
duas concentrações distintas: 1% e 7,5%. Observa-se que o mesmo
valor de FPS pode ser obtido tanto com 7,5% de metoxicinamato de
octila quanto por 1% e 3% de SunSpheresTM (sólidos). Esta
informação permite ao formulador calcular a relação
custo/benefício e optar pelo sistema mais conveniente (figura 23).
Um segundo exemplo
mostra a resposta sinérgica entre SunSpheresTM e o metil
benzilideno cânfora ou MBC, (eficiente filtro solar UVB não
permitido nos Estados Unidos porém bastante usado na Europa). O
gráfico mostra que uma performance equivalente pode ser atingida em
6% de MBC ou, uma combinação de 1% de MBC com 3,5% do polímero
SunSpheresTM (figura 24).
O mesmo procedimento
de teste foi utilizado para avaliar o efeito da associação
SunSpheresTM e a avobenzona (filtro solar UVA). Os
resultados mostram que SunSpheresTM atua na região do UVA
de forma similar ao que se observa na região UVB. SunSpheresTM
permite ao formulador maximizar a performance dos poucos filtros
solares UVA disponíveis e aprovados para uso, além de permitir
redução da concentração de uso dos mesmos, com consequente
redução dos custos da fórmula. Alcança-se performance equivalente
com 1,75% de avobenzona ou, com uma conbinação de 0,5% de avobenzona
e 3,5% de SunSpheresTM (figura 25).
Uma análise de
varredura feita através de um espectrofotomêtro Optometrics
demonstra a performance de SunSpheresTM através de todo
espectro UVA/UVB. Neste teste SunSpheresTM a 5% em sólidos
foi adicionado a uma fórmula controle contendo 5% de
metoxicinamato de octila e 2% de avobenzona (figura 26). Os espectros
obtidos são similares, exceto em magnitude. O cálculo da razão UVA/UVB
da fórmula contendo SunSpheresTM é apoximadamente 6%
maior que a respectiva fórmula controle sem SunSpheresTM.
Esta informação sugere que SunSpheresTM pode ser um pouco
mais efetivo na região do UVA do que na UVB.
Compatibilidade
e cuidados na formulação. Vários testes toxicológicos
demonstram que SunSpheresTM
é considerado não tóxico, não iritante e não fotosensibilizante.
Do ponto de vista das diversas regulamentações (EUA, Europa, Japão
e Austrália) o produto não apresenta nenhuma restrição.
A estabilidade de SunSpheresTM
tem sido avaliada junto a uma grande variedade de matérias primas
cosméticas. em geral, o polímero demonstra ter boa compatibilidade,
com poucas excessões: uma ampla variedade de filtros solares tem sido
avaliada em combinação com SunSpheresTM.
Não existem evidências de incompatibilidade
SunSpheresTM
foi também testado em associações com grande variedade de
emolientes e agentes condicionadores para a pele. Um único problema
foi detectado durante os testes de estabilidade com o adipato de
diisopropila. Os adipatos são considerados agentes plastificantes
agressivos para muitos polímeros. Por este motivo deve ser evitado.
Componentes
catiônicos devem ser evitados, pois as esferas tem caráter aniônico
e podem interagir com os mesmos. Agentes espessantes associativos
também devem ser utilizados com cuidados, pois podem interferir com a
estabilidade do sistema aumentando sua viscosidade. Essa reação
varia de um espessante para outro.
Finalmente, para a
mnutenção da performance e integridade física da esfera, alguns
cuidados são recomendados:
-
Adicionar o
produto no final do processo, com a temperatura abaixo de 50º
C;
-
Evitar
superaquecimento ou simplesmente aquecimento por longo
período de tempo;
-
Homogeneizar
adequadamente após a adição.
Conclusão:
Os benefícios proporcionados por SunSpheresTM
são vários:
-
Possibilita
redução significativa da percentagem de filtros orgânicos e
inorgânicos presentes na fórmula;
-
Possibilita
alcançar FPS significativamente mais altos para uma dada
porcentagem de filtros solares ativos;
-
Redução
significante nos custos da formulação;
-
Ajuda a reduzir
a reações de irritabilidade provocadas pela presença de
altos níveis de filtros solares e agentes emulsionantes,
normalmente presentes nas formulações com valores elevados
de FPS;
-
Inócuo e
aprovado globalmente;
-
Ampla
compatibilidade com matérias primas cosméticas.
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A procupação
com as radiações solares infravermelhas (IV) vem despertando
um interesse maior a cada dia. A literatura e os estudos são
abundantes para descrever como os raios ultravioletas são
extremamente nefastos à saúde da pele, resultando em aumento
da incidência de câncer da mesma, favorecendo o envelhecimento
precoce e gerando outras mudanças cutâneas indesejáveis. Os
efeitos dos raios infravermelhos são bem menos conhecidos
embora esses raios representam mais de 50% do total dos raios
solares que atingem a terra.
Estudos
disponíveis estabelecem que as radiações infravermelhas podem
aumentar os cânceres da pele induzidos pelos raios
ultravioletas bem como produzirem mudanças diretas no
envelhecimento cutâneo. Os efeitos agudos e crônicos dos
infravermelhos e a interação que apresentam com os UV deixam
claros que é necessário formular protetores solares que
oferecem proteção tanto contra os UV quanto os infravermelhos.
Nitreto de
boro: propriedades gerais. O Nitreto de boro hexagonal (NBh)
é normalmente encontrado em pó fino, de toque macio e suave,
sedoso, branco, disposto em camadas e altamente deslizante. É
inerte, não tóxico, e não apresenta efeitos prejudiciais. Por
oferecer grandes qualidades táteis, aderência superior à
pele, payoff e excelente performance no espalhamento, o
Nitreto de boro é usado em ampla variedade de cosméticos e em
formulações para cuidado da pele.
O Nitreto de
boro é branco e, tal como o TiO2, apresenta alta
refletividade no espectro da luz visível.
As propriedades
do Nitreto de boro com relação aos raios ultravioletas são
insignificantes, sendo o mesmo, de alguma maneira, transparente
aos raios ultravioletas. Testes com Nitreto de boro em
formulações de protetores solares com filtros orgânicos têm
mostrado que independente da quantidade usada, o efeito sobre o
Fator de Proteção Solar é insignificante.
Foram feitos
testes para avaliar qual seria a expectativa de proteção, se
é que exista alguma, em usar o Nitreto de boro nos produtos
para cuidados da pele.
A absorção da
radiação infravermelha pelo Nitreto de boro foi determinada
por varredura de infravermelhos em discos de KBr (Brometo de
potássio) contendo aproximadamente 0,5% de Nitreto de boro.
Estes discos foram preparados misturando 0,5% de Nitreto de boro
com o KBr e prensando o pó, em moldes com formato de disco,
aplicando-se 10 toneladas de pressão sobre o molde. As
amostras foram analisadas em um espectrômetro Nicolet 510P
FT-IR (Fourier transform infrared), equipado com detector
DTGS, fonte IR tipo Glowbar, resfriada a ar e utilizando-se ar
seco para a purga. Os picos característicos do Nitreto de boro
aparecem em 1372,5 cm-1 (7,29µm). Os resultados
mostram que a absorvência é função do comprimento de ondas
(figura 28).
Conclusão.
A absorvência do Nitreto de boro na faixa do espectro dos raios
infravermelhos mostra que se pode esperar que o Nitreto de boro
ofereça alguma proteção contra as radiações desse
comprimento de onda. Uma comparação da absorvência do Nitreto
de boro e do Tio2, nas faixas dos raios solares
UV-VIS-NIR-IRA, mostra que o TiO2 absorve muito mais
os UV, mas não tem quase efeito nenhum na faixa dos IV. Pode-se
então concluir que a combinação do Nitreto de boro com o TiO2
pode proporcionar uma proteção solar mais efetiva do que usar
somente o TiO2.
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As propriedades
específicas dos silicones fazem deles um componente
privilegiado de muitas formulações de protetores solares.
Nesse campo algumas empresas especializadas têm desenvolvido
produtos de grande interesse.
A OSi
Specilaties possui um portfolio único de silicones
indicados para formulações Sun Care. As duas linhas
principais são os silicones Silsoft® e Silwet®
os quais proporcionam diversos benefícios tais como sensorial
diferenciado, superior estética, não pegajosidade, aumento do
FPS, alta espalhabilidade e resistência à água. Na linha
Silsoft®, um destaque deve ser dado aos produtos
Silsoft® Surface, Silsoft® 900 e Silsoft®
034.
O Silsoft®
Surface (Dimethicone copolyol polyacrylate) aumenta a
resistência à água de protetores solares através da
formação de filme diferenciado; apresenta sensorial aveludado.
Também auxilia na dispersão de pigmentos. A concentração
recomendada é de 4-8%.
O Silsoft®
900 (Dimethicone copolyol) aumenta à dispersão de
partículas finas, tais como TiO2 micronizado, em
meio lipofílico e também em propilenoglicol. Como
consequência há um aumento nos valores de FPS de protetores
solares. Também melhora o espalhamento e a uniformidade do
filme sobre a pele. A concentração recomendada é de 1-4%.
O Silsoft®
034 (Caprilyl methicone) proporciona ótima dispersão de
pigmentos em óleo mineral. reduz a tensão superficial de
óleos minerais e vegetais, facilitando o espalhamento de
protetores de alto SPF sobre a pele. A concentração
recomendada: 2-4%.
A OSi
Specialties também possui a linha de silicones Silwet®,
também conhecida como Silwet® Surfactantes,
composta por mais de trinta copolímeros projetados para atender
as diferentes formulações em Hair, Skin e Sun Care.
Nesta linha
multifuncional destacam-se o Silwet® L 7622 (Dimethicone
copolyol methyl ether) indicado principalmente para produtos
que contenham TiO2 e o Silwet® L
7657 que além de proporcionar ótima dispersão de pigmentos em
sistemas aquosos, é também indicado na formulação de cremes
hidratantes pós-sol e loções autobronzeadoras hidratantes. A
OSi Specialties desenvolveu um interessante sistema visual para
auxiliar na definição do Silwet® mais adequado de
acordo com as necessidades de performance. O triângulo da
figura 31 tem, nos vértices, os três principais componentes
dos copolímeros comercializados: óxido de etileno, óxido de
propileno e silicone.
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A expressão sem
óleo é cada vez mais utilizada como argumentação
mercadológica na comercialização de produtos solares.
Ninguém gosta de passar um produto que deixe as mãos
impregnadas de óleo. A expressão sem óleo pode ter
vários significados:
-
sem óleo
mineral, nem hidrocarbonetos na fase oleosa;
-
sem
ingredientes que contenha a palavra óleo na sua
classificação INCI (por exemplo, óleo mineral, óleo de
girassol, óleo de gérmem de trigo);
-
fase oleosa
sólida, ou seja, sem óleo líquido entre os ingredientes;
-
fase oleosa a
base de silicone, sem óleo ou ésteres orgânicos;
-
nenhum
ingrediente hidrófobo seja ele qual for.
De todos estes,
a definição mais utilizada de uma emulsão sem óleo
é, provavelmente aquela referindo-se à ausência de óleo e
ésteres orgânicos. Isto significa que a fase oleosa da
emulsão é inteiramente composta de silicones, dando assim ou
uma emulsão silicone-em-água (Si/A) ou água-em-silicone
(A/Si).
Um inconveniente
significativo do silicone em produtos de proteção solar é que
eles tendem a não serem bonms solventes para os filtros UV
orgânicos. Por esta razão são, em geral, combinados com
ésteres orgânicos ou outros emolientes; mas neste caso pode-se
dizer que a fórmula não é mais do tipo sem óleo. Para
evitar tal conflito, os filtros UV físicos (TiO2 ou
ZnO) podem ser utilizados.
Tioveil
CM: uma nova dispersão do TiO2. Graças a
otimização do tratamento de superfície do TiO2 da
estrutura do dispersante, da tecnologia de trituração e da
reologia. A Uniqema desenvolveu uma nova dispersão de Dióxido
de titânio na qual o meio transportador é composto de
ciclometicone puro. Esta dispersão, chamada comercialmente de
Tioveiltm CM, contém40% de TiO2 sólido.
É um gel tixotrópico que necessita apenas de uma agitação
leve para transformar-se num líquido, sendo assim fácil de
incorporar em qualquer formulação. A estrutura gelificada
deste produto aumenta sua estabilidade, e se restabelece
gradualmente num período de 24 horas. Uma vez transformado em
líquido, a dispersão se mistura facilmente com outros fluidos
de silicone à temperatura ambiente, permitindo que a emulsão
E/Si seja preparada inteiramente a frio (por tanto que todos os
outros componentes sejam líquidos ou solúveis à temperatura
ambiente). A fórmula da figura 32, mostra um exemplo de tal
emulsão de protetor solar E/Si, apresentando um índice de
proteção in vitro de 15-20.

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Os filtros
químicos utilizados para proteção contra os UVA não são
muito solúvel em óleo e formam compostos quelatados com os
íons metálicos. Torna-se então difícil formular uma mistura
estável contendo um percentual elevado desses filtros. Em
conseqüência, a proteção final obtida continua baixa. Usa-se
filtros físicos; finas partículas de ZnO podem ser empregadas
para formular proteção contra os UVA. O inconveniente é que,
mais finas são as partículas, mais elas tendem em
aglomerar-se, reduzindo a homogeneidade da fórmula bem com sua
transparência. A mistura torna-se também mais instável em
razão da geleificação resultante da lixiviação dos íons de
zinco. Por sua vez, a atividade fotocatalística é suscetível
de gerar radicais livres nocivos para as células, levando a
desnaturar os ingredientes e, conseqüentemente, originar uma
degradação do odor.
Os laboratórios
da Shizeido desenvolveram um novo pó composto altamente
dispersado, no qual a superfície das partículas de ZnO é
recoberta de uma camada densa e uniforme de silício. O processo
é complexo. Finas partículas de ZnO são dispersadas em
álcool em homogeneizador de alta pressão. A seguir, o
tetraetoxisilano (TEOS) é adicionado como fonte de silício,
mantendo-se o estado de alta dispersão. O tratamento de
superfície é aplicado em decorrência da hidrólise do TEOS
pelo método de deposição em fase líquida (Liquid-Phase
Deposition). As partículas de ZnO apresentam diâmetros de
25 nm, sendo que o tamanho necessário para assegurar uma
proteção contra os UVA tem que ser inferior a 60 nm. O
percentual em peso da camada de silício foi fixada em 20%,
compromisso entre a eficácia dessas partículas recobertas e a
proteção anti-UVA ligada ao teor em ZnO. O efeito dessas
partículas sobre a inibição da atividade fotocatalística e
da lixiviação dos íons mostra-se bem melhor que no caso de
partículas convencionais SiO2/ZnO (cobertura obtida
a partir de silicato de sódio pelo método de deposição
neutro). Para colocar-se em condições práticas de aplicação
(emulsão A/O), um novo filtro foi formulado com 17% em peso do
pó de SiO2/ZnO. As partículas foram tratadas com 3%
de dimetilpolisiloxano no intuito de deixa-las mais hidrófobas
para a dispersão na fase oleosa.
Resultado.
Essa nova emulsão apresenta um amplo espectro de
proteção, com fator contra os UVA aumentados (FPS in vivo
de 45) comparados com os filtros tradicionalmente formulados com
partículas de SiO2/ZnO ou somente de ZnO. Mais
ainda, a formulação continua transparente na pele e apresenta
grande estabilidade. |
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A Dow Corning
estuda as vantagens dos alkylmethylsiloxanes (AMS)
segundo os métodos in vitro e in vivo, sobre
a resistência à água das formulações, seu
comportamento reológico e o aumento de seu FPS.
Como já foi
mencionado, os silicones são bem conhecidos por melhorar o
perfil sensorial dos produtos nos quais são usados, dando-lhes
um toque suave, sem gordura, sedoso. As gomas de silicone de
alto peso molecular melhoram a resistência a água formando um
filme uniforme na superfície da pele.
O AMS é um
silicone modificado onde os grupos metilas foram parcialmente
substituidos por cadeias alquilas longas. Dependendo do
comprimento das cadeias, obtém-se três tipos de AMS: fluídos
voláteis, fluídos não voláteis, ou ceras com ponto de fusão
entre 25 e 70º C. Os estudos conduzidos pela Dow Corning têm
mostrado que o estearildimeticona aumenta o FPS dos filtros
orgânicos melhorando o espalhamento do produto sobre a pele e a
homogeneidade do filme depositado, permitindo uma diminuição
da quantidade dos filtros solares utilizados. Da mesma forma,
apresenta um impacto positivo sobre o FPS conferido pelo TiO2.
Nos sistemas O/A obtém-se melhor resultado com o
cetildimeticone semi-líquido. Avaliações microscópicas
mostraram que a sformulações contendo estearil e
cetildimeticone são emulsões muito finas e homgêneas, que
facilitam a distribuição do TiO2 sobre a pele. Nos
sistemas A/O, o melhor resultyado é obtido com o C30-45 Alkyl
methicone.
As emulsões A/O
apresentaram uma melhor resistência a água que as emulsões
O/A e a incorporação de AMS é muito positiva neste fator.
Ademais o C30-45 Alkyl methicone tem também uma influência
positiva sobre o FPS, após um banho. enfim, as formulações a
base do AMS - estearil ou cetildimeticone - são menos
brilhantes. Assim, as ceras semi-líquidas com baixo ponto de
fusão são recomendadas para as emulsões O/A e as ceras de
alto ponto de fusão para as emulsões A/O.
A
utilização destes silicones permite avaliar o FPS pelos
métodos reológicos ou microscópicos e a Dow Corning
desenvolveu um método in vivo para avaliar a resistência a
água das fórmulas. Esse método poderá substituir os métodos
caros de avaliação do FPS, fato particularmente interessante
nos casos de screening de formulações solares. |
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Fora o TinosorbTM
M lançado pela CIBA Specialty Chemicals, não houve grandes
novidades em termos de filtros solares a não ser o lançamento
do Unifilter B-42 pela suiça Induchem. Trata-se de uma
combinação de vários filtros (metoxicinamato de octila,
octiltriazona, 4-metilbenzilideno-cânfora, gliceromacrogol-26).
A utilização desse filtro em creme solar, junto com o novo
formador de filme Unimer U-6 (copolímero de triacontano/PVP)
não somente aumenta a resistência à água da proteção solar
como também resulta em extraordinário efeito sinergético,
aumentando o FPS.
De resto, as
maiores novidades foram encontradas na procura de ativos podendo
reagir com os filtros solares tradicionais, conseguindo um
aumento do FPS sem aumentar a quantidade de filtro empregada, ou
seja, sem encarecer mais ainda a formulação. As pesquisas
nesses sentidos são muitas e algumas foram apresentadas no
decorrer da presente matéria. Não se trata de uma análise
exaustiva, existem outras alternativas. |
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O
TynosorbTM M da Ciba já está nos novos produtos
solares
O
TinosorbTM M, aprovado na Europa desde
o início do ano, já apareceu no verão europeu
em alguns produtos solares tal como, por exemplo,
o MPI Sorb dos laboratórios Avène. Trata-se do
que pode ser chamado de uma terceira geração de
filtros solares.
Patenteado,
inclusive para suas aplicações, esse novo filtro é
uma dispersão a 50% de um filtro orgânico, o 2,2-metileno-bis-[6-(2H-benzotriazole-2-yl)-4-(1,1,3,3,3-tetrametilbutil)-fenol],
sob a forma de partículas de granulometria inferior a
200µm, em uma solução aquosa com 7,5% de decil
glicosídio (um tensoativo), 0,2% de goma xantana e 0,4%
de propilenoglicol. Esse filtro absorve as radiações
UV como um filtro químico clássico, mas também
reflete
a luz tal como um pigmento. Apresenta
algumas propriedades extremamente interessantes
sendo as principais:
-
Seu
espectro de absorção vai de 290 a 400µm ou
seja, abrange os UVB, os UVA e os UVA longos,
tendo esse último papel importante no
desenvolvimento de melanomas;
-
Possui
efeito incrementador do FPS, reforçando a
ação dos TiO2 ou ZnO, ou do OMC (metoxicinamato
de octila).
-
É
fotoestável a 50 MED (Minimal Erythemal Dose)
ainda apresenta fotoestabilidade de 98%. Em
outras palavras, ainda é tão eficaz após
algumas horas tanto quanto na hora da
aplicação;
-
Seu
perfil toxicológico é excelente; inerte
quimicamente, não se degrada com a luz, não
formando assim subprodutos que poderiam
penetrar na pele;
-
Fotoestabiliza
os filtros com os quais fica associado, tal
como o metoxicinamato de octila;
-
Apresenta-se
sob a forma de emulsão, é fácil de
formular. Incorpora-se tão bem em fase aquosa
quanto em fase oleosa, ou até mesmo em
produtos acabados já emulsionados;
-
Suas
partículas, insolúveis na água, não
penetram na pele e, ficando na superfície,
asseguram uma melhor proteção.
Os
produtos solares são um dos grandes campos de pesquisas
da Ciba, que trabalha atualmente no desenvolvimento de
outras moléculas.
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Artigo compilado
da revista Cosméticos Perfumes - Novembro/Dezembro 2000 - nº 9 |
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