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O Sol é uma estrela
comum tanto no que se refere a suas dimensões, seu estágio de
evolução e sua composição quanto a sua situação na galáxia
chamada Via Láctea. Trata-se de uma massa gasosa, mais ou menos
esférica, localizada a 150 milhões de quilômetros da terra. Se
considerar que a velocidade da luz é de 300.000 Km/s, a luz do
sol demora 8 minutos e 18 segundos para percorrer a distância
Sol-Terra. O seu raio é 109 vezes superior ao da terra ou seja,
695.000 Km e sua massa é 333.000 vezes superior à da terra.
Estas cifras são enormes, mas é
interessante observar que o Sol é menos denso que a terra e
apenas mais densa que a água (densidade da água = 1, sol = 1,41
e terra = 5,32). A temperatura das camadas externas do sol
é de aproximadamente 6.000 º C. As camadas intermediárias tem
cerca de 1 milhão de graus, o que é pouco comparado com a
prodigiosa temperatura das camadas internas que se eleva entre 16
e 20 milhões de graus! |
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Os
raios solares não são compostos somente de radiações luminosas
visíveis. O espectro desses raios incluem uma série contínua de
radiações eletromagnéticas, cujas ondas tem comprimento entre
10-7 mm para os raios gama, e 2x1010, ou
seja 20 Km, para as ondas de rádio.
A radiação eletromagnética é
composta por pequenas partículas de energia chamadas
fótons. A energia do fóton é expressa na forma de
comprimento de onda. Quanto menor o comprimento de onda, mais
poderosa é a energia dos fótons.
Os fótons com o maior
comprimento de onda (mais de 5.000 nm) são as ondas de rádio.
Eles não são absorvidos pelas moléculas do corpo humano e não
possuem nenhum efeito biológico conhecido. Entre 5.000 µm e 700
nm, entra-se no campo dos raios infravermelhos (IR). Os IR
representam 55% da energia eletromagnética total que alcança a
terra. Acredita-se que os mais curtos, entre 1800 nm e 700 nm,
potencializam os danos causados pelos UVR e podem ser diretamente
responsáveis por pelo menos uma doença da pele, o eritema ab
igne.
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Entre 700 nm e 400 nm os fótons
entram no espectro do visível e a cada comprimento de onda
corresponde uma cor. A luz visível representa 40% da energia
eletromagnética total que chega a terra. De 400 nm até 200 nm os
fótons tornam-se novamente invisíveis ao olho humano e chamam-se
ultravioletas (UVR) sendo divididos em 3 categorias: UVA, UVB e
UVC, Os UVA e os UVB totalizam 5% da energia eletromagnética
total que chega à terra. Abaixo de 200 nm encontram-se os raios-x
(VUV i.e. Vacuum UV) que possuem um comprimento de onda
suficientemente curto para poder atravessar o corpo humano. Os
raios gama são ainda mais poderosos e comumente utilizados em
terapia para destruir os tecidos cancerosos. Finalmente, os raios
cósmicos tem potência suficiente para poder atravessar o nosso
planeta.
Uma quantidade
significativa de radiações alcança a superfície da terra: os
ultravioletas, as ondas visíveis e as infravermelhas. |
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Os
ultravioletas C (UVC), ondas entre 200 e 290 nm, são
extremamente tóxicas, letais para muitos microorganismos, bem
como para a maior parte dos vegetais. Ademais, são raios
cancerígenos. Felizmente, virtualmente todos os UVC são
filtrados pela camada de ozônio.
Os
ultravioletas B (UVB), ondas entre 290 e 320 nm, representam cerca
de 18% do total dos UVR emitidos pelo sol, mas somente 1 a 2%
alcançam a superfície da terra. Representam 0,1 % da
energia eletromagnética total que chega à terra. Também são
largamente filtrados pela camada de ozônio.
Embora a presença destes UVB
não seja alta, eles são associados à maioria dos danos causados
aos humanos pelo sol. Tradicionalmente foram tachados como os
únicos culpados pelas queimaduras e diversos cânceres da pele.
Atualmente, já não carregam mais a culpa sozinhos. É bem
provável que outras ondas, na faixa dos UVA, estejam envolvidos
na formação de tumores, e em certos casos, podem até ser o
principal agente causador desse mal.
Os
ultravioletas A (UVA), ondas entre 320 e 400 nm, representam cerca
de 75% do total dos UVR solares e cerca de 98% dos UVR que atingem
a superfície terrestre. Representam 4,9% da energia
eletromagnética total que chega a terra. Os UVA dividem-se em UVA
I (340-400 nm) e os UVA II (320-340 nm). Não são muito afetados
pela camada de ozônio. São mais abundantes e menos energéticos
que os UVB, motivo pelo qual foram considerados durante muito
tempo como biologicamente menos significativos. Hoje sabe-se que
os UVA são certamente fatores de causa no processo de
foto-envelhecimento e muitos os consideram como um dos principais
responsáveis por algumas formas de câncer da pele. Os UVA são
também associados a muitas foto-alergias decorrentes de
absorção de remédios ou de simples doenças.
| Raios UVC |
200-290
nm |
São
absorvidos pela camada de ozônio |
| Raios
UVB
(0,1% da energia
eletromagnética que chega na Terra) |
290-320
nm |
Possuem
uma intensa atividade fisio-patológica sobre a
pele. Não obstante, não penetram profundamente nas
camadas cutâneas. São em grande parte absorvidas
em cima da derme. São responsáveis pelo enriquecimento
solar a curto prazo e a longo prazo provocam
cânceres cutâneos.
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| Raios
UVA
(4,9% da energia
eletromagnética que chega na Terra) |
320-400
nm |
Possuem
uma energia muito menor que os UVB. Seus efeitos
biológicos são cumulativos (efeitos a longo prazo).
Penetram profundamente na derme. Interferem
nos fenômenos do foto-envelhecimento e na
gênese de certos cânceres.
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| Luz
visível
(40% da energia
eletromagnética que chega na Terra) |
400-700
nm |
A
parte visível do espectro solar pode ser nociva às células.
Tem um papel coadjuvante no foto-envelhecimento
cutâneo.
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| Infravermelhos
(55%
da energia eletromagnética que chega na Terra) |
700-3000
nm |
A
ação prolongada do calor pode provocar sérios efeitos
secundários na pele.
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Os UVA tem intensidade
independente da hora do dia e não provocam nenhum sinal de alerta
em caso de exposição excessiva (como a queimadura causada pelo
UVB). Também possuem maior capacidade de penetração na água
que os UVB. Finalmente, vale mencionar que um vidro de janela de 3
mm pode chegar a bloquear 96,5% das radiações UVB, percentual
que cai somente para 15% no caso dos UVA. Os vidros de carros são
um pouco mais eficazes, com os valores passando para 90,2% no caso
dos UVB e 30% para os UVA.
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Está
localizada entre 20 e 60 Km acima da terra. O oxigênio
apresenta o fenômeno da alotropia, isto é, pode existir em mais
de uma forma como elemento. Fornecendo-se energia ao oxigênio
diatômico, forma-se a molécula triatômica O3, o
ozônio. Também formam-se quantidades apreciáveis de ozônio
pela influência de relâmpagos, luz ultravioleta ou faíscas de
motores elétricos. Os traços de ozônio encontrados nas camadas
inferiores da atmosfera podem aumentar mais de dez vezes pela
combinação adequada de luz solar com poluentes industriais como
ocorre sob condições de smog. As quantidades mínimas
(0,02 a 0,03 ppm) que ocorrem em áreas não poluídas, como nas
montanhas e praias, não são nocivas, mas é perigoso respirar ar
contendo 0,1 ppm de ozônio por períodos muito longos. Em algumas
cidades maiores, freqüentemente, alcança-se o nível de alerta.
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A camada de ozônio existente na
estratosfera é bastante rica; sua presença dificulta as
observações astrofísicas de luz emitida pelas estrelas, porque
o ozônio absorve parte dessa luz, especialmente as de comprimento
de onda necessária para a identificação de elementos não
metálicos. Todavia, é justamente essa camada que protege a vida
da destruição por radiações de comprimento de onda curta. A
densidade da camada de ozônio varia de acordo com a localização
geográfica e a época do ano. Normalmente, tem mais ozônio a
medida que afastamo-nos dos trópicos, altura na qual a camada é
mais fina.
Esta camada
filtra praticamente todos os UVC e muitos UVB, e tem pouco efeito
nos UVA. São então os UVB que são os mais afetados por
qualquer modificação. Estima-se que uma diminuição de 1% nesta
concentração de ozônio poderia aumentar a incidência de
câncer da pele em 2 a 4%.
A preservação da camada
protetora de ozônio contra a destruição por agentes redutores (CFC)
lançados na atmosfera é de alta prioridade. |
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Evidentemente,
o meio ambiente abaixo da camada de ozônio também afeta os UVR.
Partículas em suspensão na atmosfera (poluição) formam
barreira para os UVR, impedindo-lhes de chegar a terra.
A
intensidade dos UVR é maior entre 10:00 e 14:00 horas. A altitude
também é importante. Para cada 300 metros de altitude
observa-se um incremento de 4% na exposição aos UVB. Muitas
superfícies, incluindo-se a neve e a areia, são refletores dos UVR.
A neve, por exemplo, pode refletir até 85% da incidência dos UVR;
isto explica o quanto é importante os esquiadores protegerem-se
com filtros solares. A areia tem taxa de reflexão de 17% e a
água 5%. As nuvens e a neblina param mais facilmente as ondas
longas do que as curtas: assim, os infravermelhos (IR) são
bloqueados de maneira eficaz pelas nuvens, porém uma quantidade
substancial de UVR, especialmente os UVB, passam por eles o que
explica porque pode-se queimar num dia aparentemente sem sol, com
o céu encoberto.
A
intensidade dos UVR também varia com a estação. Eles
aumentam no verão e diminuem no inverno. Isto se deve o menor
ângulo de contato entre as radiações solares e a terra no
decorrer dos meses de inverno. No verão, quando o sol é mais
alto, o angulo de contato é maior e os UVR tem "um caminho
mais curto" para atingir a superfície terrestre. As
flutuações sazonais na camada de ozônio também afetam a
intensidade dos UVR. Alguns aparelhos
fabricados pelo homem também podem ser fonte de exposição aos
raios UV. Os arcos de solda, as lâmpadas germicidas,
alguns equipamentos de laboratório e as muito populares, porém
extremamente perigosas, lâmpadas de bronzear. |
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Frente
ao sol não somos todos iguais! Face a agressão solar, os
diferentes constituintes da pele participam, de maneira desigual,
a foto-proteção natural. Quais são estes constituintes?
A pele é
um envelope elástico que protege o organismo; participa da
regulagem da temperatura e age como órgão auxiliar na
respiração e excreção. Também é uma reserva importante de
gordura e produção de vitamina D. É um verdadeiro órgão
sensorial. No adulto, ela tem cerca de 1,75 m2 e
representa cerca de 7% do peso do corpo. A pele é constituída de
3 elementos sobrepostos: a epiderme, a derme e a hipoderme.
Este tecido está em permanente remanejamento e renovação.
O epiderme é um
epitélio com revestimento estratificado. É delgado e sua
espessura varia entre 0,04 mm nas pálpebras até 1 a 1,5 mm na
palma das mãos e sola dos pés. Seu papel fundamental é produzir
uma camada de células córneas (queratina) que protege o
organismo das agressões do mundo exterior. Esta camada córnea é
lubrificada pelo suor e o sebo. O epiderme é composto de uma
camada basal que contém os melanócitos, uma camada mucosa
chamada Malpighi e formada de células vivas e uma camada córnea
formada por células mortas que vão se descamando. O epiderme é
separado do derme subjacente pela membrana basal que tem uma
função de filtro e barreira. As células do epiderme estão
dispostas em camadas sucessivas que derivam todas as células da
camada basal. Elas diferenciam-se em camada mucosa, e depois
em camada córnea na medida que progridem em direção à
superfície. Os queratinócitos representam 80% do conjunto das
células e produzem a queratina. As células de Merkel, situadas
sobre a camada basal, são receptores sensoriais.
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As células de Langerhans (5% das
células epidérmicas) tem como origem o tutano e tem um papel
preponderante no processo de imunidade. Os raios ultravioletas
reduzem a ação destas células.
Os melanócitos (13% das
células) produzem uma substância foto-protetora: a melanina. Eles
se encontram junto a lâmina basal epidérmica. São células de
maior porte, com numerosas ramificações que insinuam-se entre as
células de Malpighi. Existem entre 2000 a 3000 melanócitos por
milímetro quadrado de pele, porém este número varia em função
da localização no corpo. Nas palmas, nas mucosas bucais e nos
genitais, este número é reduzido para algumas centenas por
milímetro quadrado. O número de melanócitos é aproximadamente
o mesmo nas pessoas de raça negra que nos de raça branca. Sob
efeito dos ultravioletas, os melanócitos produzem a melanina.
Este pigmento é responsável pela tonalidade mais ou menos escura
da pele. A quantidade de partículas de melanina e sua
localização na espessura cutânea, a qualidade do pigmento
bronzeante explicam o fato de certos indivíduos reagirem melhor
aos raios solares que outros.
| Fototipo |
Ação
do sol sobre a pele |
Características |
| 0 |
Não podem
tomar sol, não bronzeam |
Albinos |
| I |
Se queimam
facilmente, não bronzeam, ficam vermelhos |
Ruivos |
| II |
Se queimam
facilmente, bronzeam um pouco |
Loiros |
| III |
Se
queimam moderadamente, bronzeam progressivamente |
Morenos |
| IV |
Se queimam
pouco, sempre bronzeam bem |
Latinos |
| V |
Se queimam
raramente, sempre são bronzeados |
Árabes,
Mediterrâneos, Mestiços, Asiáticos |
| VI |
Nunca se
queimam, pele pigmentada |
Negros |
Os
anexos do epiderme são as glândulas sudoríparas
que produzem o suor, as glândulas sebáceas que elaboram o sebo,
os pêlos, os cabelos e as unhas.
O
derme é a parte sólida da pele. Ele está em cima
do hipoderme. É um tecido de sustentação, ou ainda tecido
conjuntivo cuja espessura oscila entre 0,3 e 3 mm conforme o
lugar. O derme é composto de células (fibroblastos, histiocitos,
mastocitos, células sanguíneas...) e, de uma substância
intercelular chamada "fundamental" e de fibras, sendo
atravessados por numerosos vasos sanguíneos e nervos.
O
hipoderme é uma camada de reserva de gorduras
localizada na parte inferior do derme, ao qual ele é unido pelos
prolongamentos das fibras colágenas e elásticas.
Os
fotótipos. Cada indivíduo tem uma sensibilidade
diferente aos raios ultravioletas. A classificação de
Fitzpatrick e Pathak (1988), leva em consideração a capacidade
de bronzear ou de queimar. Conhecendo o seu fotótipo pode-se
escolher uma proteção eficaz. As características de
pigmentação da pele, cor dos olhos, dos cabelos, a quantidade de
pintas e a capacidade de adquirir um bronzeado protetor definem os
fotótipos.
Dentro destas distintas
tonalidades de pele correspondem ainda diversas capacidades da
mesma de suportar os raios solares.
Todos tem a mesma quantidade de
melanócitos (células que produzem a melanina), porém as
melaninas produzidas são distintas. Os negros possuem um filtro
melânico de excelente qualidade, enquanto que nas pessoas de
cabelos ruivos, este filtro é quase inexistente.
Finalmente, é preciso falar do capital
solar, noção relativamente recente e fundamental. Cada
ser humano nasce com um capital solar que irá consumir no
decorrer de sua vida. Este capital representa o número de
melanócitos ou seja, o número de células bronzeantes à origem
da fabricação da melanina. A quantidade de melanócitos diminui
em função da idade. Estima-se que este número cai de 10% a cada
10 anos. Este capital solar seria de 150.000 horas para os
fotótipos mais escuros e limita-se a 50.000 horas nos fotótipos
mais claros.
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Para
quem sabe aproveitá-lo de forma inteligente, o Sol é sobre tudo
uma grande fonte de benefícios e suas qualidades são conhecidas
há milhares de anos. No Egito e na Índia já se tratavam,
há mais de 4000 anos, as despigmentações da pele aplicando-se
nas zonas atingidas uma planta (amni majius) antes de
expô-la aos raios solares. Os antigos chineses tratavam da
varíola pela exposição ao Sol poente. No V século A.C.
Hipocrato havia detectado as virtudes do Sol sobre o raquitismo, a
cicatrização das feridas e rapidez da convalecência e,
recomendava expor o dorso aos raios solares, pois manter os nervos
em um doce calor, traz benefícios para o corpo inteiro. Um de
seus discípulos prescrevia a exposição solar a todos os
doentes sofredores de ciática ou ftisia. Vários séculos mais
tarde, a moda do tratamento pelo Sol voltou com força e, em 1955,
um sueco abriu o primeiro centro de helioterapia.
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O Sol tem
uma ação calorífica, conseqüência dos
infravermelhos. Penetrando profundamente na pele, estes
raios provocam uma dilatação dos vasos da pele e uma elevação
da temperatura. Por um mecanismo de reflexão, a secreção de
suor assegura a regulagem da temperatura. As alterações são
fundamentalmente ósseas e afetam, principalmente, as zonas ativas
do crescimento. A ação
anti-raquítica decorre particularmente dos UVB que
permitem a fotossíntese ao nível cutâneo, da vitamina D3,
indispensável para crianças, mulheres grávidas e pessoas
idosas. A exposição de 10 cm2 de pele durante 10 minutos,
a cada 2 dias, é suficiente para produzir a quantidade de
vitaminas D necessárias para o organismo. A sua síntese em
quantidade insuficiente está na origem do raquitismo infantil. O
recém-nascido de pele branca, necessita de 4500 a 1000 UI/dia e o
leite materno contem somente de 30 a 100 UI/litro. A
ação anti-depressiva também é claramente
comprovada. Plínio, o Velho, já tinha entendido que o Sol
era necessário ao bom humor quando ele dizia: "O Sol é o
melhor remédio que a gente pode aplicar a si mesmo". O
Sol tem um papel maior, tanto preventivo quanto curativo, sobre o
psiquismo. Ele diminui a taxa humoral da melatonina, hormônio
cerebral cuja produção aumenta em caso de estresse e depressão
e, por outro lado, estimula a glândula pineal, a qual elabora as
endorfinas cerebrais cuja ação no humor é primordial. Os
psiquiatras também atribuem efeitos curativos aos raios solares
no caso específico da depressão chamada de sazonal (SAD -
Seasonal Affective Disorders).
O
efeito fotoprotetor. A agressão à pele pelos UV
é responsável por um fenômeno de auto-proteção que age de
duas maneiras. A primeira é um engrossamento da epiderme pelos
UVB, aumentando a proteção de 3 a 4 vezes. A segunda é o aumento
da síntese da melanina induzida pelos UVA e UVB, resultando em
uma proteção de 2 a 3 vezes superior na pele. Finalmente,
convém mencionar o efeito terapêutico já que os UV podem
ser benéficas para um certo número de enfermidades cutâneas
tais como psoríasis, dermatitis atópica e icterícia neonatal. |
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Existem
efeitos adversos a curto e a médio prazo, causados tantos pelos
UVA quanto pelos UVB. A curto prazo, os
maiores perigos decorrendo da sobre-exposição aos UV são a
queimadura, a foto-imunosupressão, as foto-dermartoses (alergias
ou intolerâncias e foto-sensibilidades), o agravamento de doenças
da pele já existente e a insolação.
A
queimadura solar ordinária, também chamada de eritema solar, é
uma queimadura cutânea atribuída em 98% aos UVB e 2% aos UVA.
Os UV causam a morte das células e a inflamação da pele. As
características variam em função da intensidade e duração da
exposição, mas também do tipo de foto-proteção natural do
indivíduo, o qual depende de sue fotótipo. O eritema actínico
aparece de 6 a 24 horas após a exposição (dependendo da
latitude e altitude). A pele toma uma coloração vermelha rosada.
Seguirá uma fase de reparação, na qual a pele descama e se
adapta para proteger-se contra eventuais exposições
suplementares: espessamento da camada córnea (hiper-queratinização)
e aumento da pigmentação melânica da pele (bronzeamento).
Quando a pele fica vermelha, quente e sensível ao ponto de não
mais suportar o simples peso de um lençol, 2 a 12 horas após a
exposição, trata-se de uma queimadura de 2.º grau. Se a pele
fica vermelha ligeiramente violácea, 2 a 12 horas após a
exposição, trata-se de queimadura de 3.º grau. Inchada,
dolorosa, pronta para descascar, a pele voltará ao seu aspecto
normal (até mesmo com bronzeamento!) após 4 a 5 dias na sombra
com cremes e produtos especiais. Nesta queimadura, as células
basais do epiderme e os melanócitos sofrem danos. A pele corre o
risco de não mais pigmentar-se uniformemente e de aparecer
pequenas cicatrizes cinzas. No caso de uma exposição ainda mais
demorada e violenta de uma pele branca, sem nenhuma proteção,
acontece a queimadura de 4.º grau. A pele fica vermelha com
bolhas, como no caso de um verdadeiro queimado. A temperatura
sobre para 40º, com vertigens, cefaléias e náuseas, sendo que
neste quadro a hospitalização imediata é necessária.
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A
foto-imunosupressão é uma conseqüência dos efeitos dos UVB
sobre as defesas imunitárias do organismo. Esses UV as
diminuem explicando assim, por exemplo, o incremento da
recorrência de herpes solares. A longo prazo, a diminuição das
defesas imunitárias induzidas pelos UV favorecerá a
proliferação das células anormais e, possivelmente, o
desenvolvimento de um câncer.
As
foto-dermatoses alérgicas são a lucite estival benigna, a lucite
polimorfa, urticária solar e a lucite hivernal benigna, sendo as
duas primeiras mais freqüentes e as últimas mais raras e
específicas. O mecanismo responsável por estas alergias
solares não é conhecido mas elas são provocadas por
exposições solares intensas e brutais, mais especificamente em
pessoas de pele clara, nos primeiros dias de exposição. Na lucite
estival benigna haverá erupções no corpo, exceto no rosto e
nas mãos, com coceiras. Após novas exposições aos raios
solares as erupções irão atenuando-se até desaparecer
completamente, em 8 a 15 dias após a pessoa ter adquirido algum
bronzeado. É freqüente observar uma recaída no ano seguinte. As
mulheres são 20 vezes mais atingidas que os homens. Na lucite
polimorfa o quadro é pior. As erupções são mais intensas,
muito pruriginosa e polimorfa. O rosto e as mãos não escapam, e
o processo não melhora, mas perdura muitas vezes durante todo o
verão mesmo após o sujeito ter adquirido um certo bronzeado.
Esta alergia reaparece todos os anos e tem a tendência de
agravar-se. Ela atinge tanto homens quanto mulheres. A lucite
hivernal benigna atinge especificamente as crianças das
cidades, não bronzeadas, que vão aos esportes de inverno acima
de 1500 m de altitude...
As
reações de foto-sensibilidade são dermatoses provocadas pela
interação dos raios solares e de substâncias
foto-sensibilizantes de origem exógena, presentes ao nível da
pele por contato ou via sanguínea. As lesões são
localizadas, inicialmente, nas áreas descobertas (rosto, decote,
parte dorsal das mãos, etc). A grama e alguns vegetais podem
provocar fenômenos de foto-sensibilidade bem como o uso de
perfumes, colônias ou desodorantes antes de se expor aos raios
solares. As foto-sensibilidades decorrentes do uso de certos
medicamentos (tetraciclinas, sulfamidas, sulfonilamidas, etc.)também são muito freqüentes.
O
agravamento de doenças da pele como o lúpus, o
vitiligo e outras deve também ser esperado após uma exposição
aos raios solares por pessoas portadoras deste males.
A
insolação se deve aos raios infravermelhos e não é necessária
se expor diretamente aos raios solares para tanto. Ela é
provocada por um efeito de superaquecimento mal controlado,
principalmente nocivo ao sistema nervoso central. Este tipo de
reação observa-se sobretudo nos primeiros dias de uma forte onda
de calor quando o termostato interno não teve tempo de se adaptar
e numa hora em que os mecanismos de resfriamento compensatório
(suor) são sobrecarregados. As pessoas mais atingidas são as
pessoas de idade mais avançada e as crianças. Há o aparecimento
de câimbras musculares, febre superior a 40º, dores de cabeça,
vertigens e fadiga. Pode levar ao coma ou até mesmo a uma morte
rápida se as medidas médicas necessárias não forem rapidamente
administradas. |
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Mais
de 90% dos UVB são bloqueados pela epiderme, sendo 70% pela capa
córnea. A epiderme faz também obstáculos aos UVA, porém, 20%
deles chegam ao derme. Este pequeno percentual é suficiente para
provocar importantes efeitos biológicos. Os UV agem sobre
diferentes componentes celulares: proteínas, ácidos nucléicos,
membranas... Eles atingem os vasos capilares sanguíneos e os
fibroblastos. Os UVB induzem à formação de dímeros nas cadeias
do ADN. Os UV podem assim causar danos ao DNA seja por sua ação
direta sobre seus componentes, seja indiretamente pelo efeito de
moléculas intermediárias, irradiadas previamente pelos UV. Em
ambos os casos, o ADN pode ter lesões ou mutações. As
mutações do ADN não constituem em um fenômeno excepcional e
existem sistemas de defesa que permitem detecta-las e
corrigi-las. Quando essas lesões são irreparáveis, provocam a
morte da célula. Esta morte celular é uma forma do organismo de
defender-se, impedindo que as células continuem a dividir-se, ou
seja, a multiplicar-se. Assim, quando aparece uma mutação e os
mecanismos de proteção não dão conta, aparece então o risco
potencial de desenvolvimento de um câncer (aquisição de
propriedades de multiplicação desordenada).
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Cerca
de 65% dos cânceres da pele podem ser atribuídos aos UVB.
Os UVB possuem uma energia de 30 a 50 vezes superior aos UVA e
provocam lesões diretas no ADN. Eles provocam um déficit
nas funções imunitárias da pele e geram anomalias nos
componentes do ADN fazendo com que as células anormais que
deveriam ser destruídas passem a ser toleradas e possam
dividir-se.
O
gene p53 tem um papel importante nos cânceres da pele induzidos
pelos UVB. O ADN é constituído por unidades elementares
chamadas de genes, capazes de sofrer mutações. Um tumor se
desenvolve em conseqüência de lesões apresentadas por estes
genes. Vários estudos mostram a importância do gene p53 nos
cânceres da pele induzidos pelos UVB. Este gene está localizado
sobre o cromossomo 17. As mutações do gene p53 não são
específicas aos cânceres da pele e encontram-se em 50% dos
tumores, qualquer que seja sua origem. Não obstante, o oncogene
p53 aparece freqüentemente com mutações nos cânceres da pele.
Deve-se lembrar que há dois tipos de câncer da pele, os
epiteliomas (basocelulares e espinocelulares) e os melanomas. O
gene p53 associa-se muito aos epiteliomas, já que apresentam
mutações em 90% dos espinocelulares e em 50% dos basocelulares.
O gene p53 não aparece com mutação nos melanomas, fato que
parece confirmar que deve existir outros mecanismos para que este
tipo de câncer possa desenvolver-se.
O gene p53 permite a síntese da
proteína p53 que atua como um guardião que mantém estável o
genoma. Na hora que ela entra em ação a proteína detém o
crescimento das células danificadas; em seguida ocorre o reparo
do ADN lesionado ou a morte celular se o ADN é irreparável.
Quando as radiações UV provocam lesões no gene p53 pode-se
produzir um síntese anormal da proteína p53. Mas, essa proteína
não poderá atuar no seu papel de guardião do genoma. Haverá a
impossibilidade de frear a divisão das células danificadas e o
favorecimento da divisão das células prejudicadas levará
a aparição de um câncer. Proteger-se contra os UVB pode limitar
as mutações do gene p53 e prevenir a aparição de certos
cânceres cutâneos.
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Cerca
de 35% dos cânceres cutâneos podem ser atribuídos aos UVA.
O efeito cancerígeno dos UVA é menos importante que dos UVB,
porém são responsáveis por epiteliomas em ratos e são
igualmente considerados como um fator de risco de melanoma. Os UVA
II ou curtos (320-340 nm) são 5 vezes mais cancerígenos que os
UVA I (340-400 nm) e podem ser na origem de fenômenos parecidos
aos registrados no caso dos UVB. Atuam diretamente sobre o ADN e
provocam lesões no âmbito dos genes. Os UVA I ou longos, são
pouco absorvidos pelo ADN, mas atuam diretamente sobre ele
transformando o oxigênio molecular em radicais livres. Essa forma
extremamente tóxica ataca o ADN. As lesões do ADN que aparecem
depois de uma exposição aos UVA são características de lesões
secundárias à ação dos radicais livres.
Assim, os UVA não podem ser
considerados como os "bons UV" como são às
vezes indevidamente chamados. eles participam de maneira
importante nos cânceres cutâneos. |
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O
envelhecimento fisiológico é um processo extremamente
complexo e inevitável. Nele intervém fenômenos
geneticamente programados e modificações das secreções
hormonais durante a menopausa. Não existem meios de prevenir este
envelhecimento, a não ser o tratamento de substituição hormonal
durante a menopausa.
Apele vai se afinando (perda de
espessura epidérmica de 7,2% por década para o homem e de 5,7%
para a mulher) e perde sua elasticidade (entre 2% e 5% por
década). A velocidade de cicatrização e a resistência
mecânica à cortes e arranhões diminuem. Diminui também a
síntese de colágeno. A pele adquire um aspecto mais seco, com
manchas de Morgan no rosto e no dorso das mãos. Estas pequenas
manchas, de 2 a 4 mm de diâmetro, tem coloração mais escura,
traduzindo simplesmente uma superprodução de melanócitos no
meio da epiderme. em outras palavras, em alguns pontos os
melanócitos passam a funcionar muito mais que em outros, por
razões desconhecidas. Neste processo de envelhecimento
fisiológico, o número de rugas aumenta e os cabelos tornam-se
mais escassos.
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O
envelhecimento induzido pelos UVA agrava o processo de
envelhecimento normal nas zonas onde a pele foi exposta aos raios
solares. São necessários vários anos de exposição
solar para que o envelhecimento induzido apareça, sendo uma
conseqüência direta de exposição aos UVA. No
foto-envelhecimento, o rosto é o mais atingido. A pele torna-se
mais flácida e enrugada, mais densa e com coloração amarelada
ou acinzentada, com orifícios dos poros dilatados, parecida com a
casca de um limão. Às vezes, a pele pode afinar-se, mas de
qualquer forma, ela estará cheia de rugas radiais como no caso do
lábio superior, por exemplo. Podem aparecer também uma
multiplicidade de ruguinhas, mais finas, também decorrentes de
uma exposição excessiva aos raios solares. Todas estas
modificações englobam-se sob o nome de elastosis solar ou
actínica. No pescoço, mais especificamente, nas partes laterais,
pode aparecer um avermelhado pouco estético. Na nuca, a pele
torna-se mais espessa, amarelada (ocrodermia), com rugas profundas
e entrecruzadas. No dorso das mãos, a pele fica mais fina. |
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Já
foi mencionado que, excluindo o foto-envelhecimento, os efeitos do
Sol a longo prazo são principalmente os cânceres de pele. Esses
vão desde lesões pré-cancerígenas até cânceres invasivos. A
exposição solar induz também outras lesões benignas como as
sardas ou lentigos que, embora seu número depende de
predisposição genética, constituem um indicativo preciso do
risco de melanoma.
As lesões
pré-cancerosas devem ser detectadas e tratadas o quanto antes.
Muitas vezes denominadas de queratoma senil, as queratosis solares
ou actínicas são lesões pré-cancerosas. Estas lesões, de cor
marrom acinzentado e superfície rugosa, crescem nas partes
descobertas do rosto e no dorso das mãos. Crescem e se infiltram
lentamente, podendo evoluir até um câncer. Estas lesões devem
ser tratadas antes de sua possível transformação em algo
maligno.
Os efeitos
da exposição solar influem na aparição de câncer de pele.
Os dois grandes tipos de câncer da pele são os melanomas e os
epiteliomas. Tradicionalmente, considera-se que a luz solar exerce efeitos distintos em cada um deles.
O melanoma, chamado antigamente
de naevi carcinoma é um tumor maligno desenvolvido a
partir dos melanócitos. É um câncer pouco freqüente e
representa somente 1% de todos os casos de câncer registrados no
mundo. No melanoma, a intensidade e intermitência da exposição
solar parecem ser mais importantes que a dose acumulada de
radiações. Ele aparece raramente nas zonas cutâneas
constantemente expostas aos raios solares (como as mãos, o
pescoço e o rosto) e freqüentemente áreas que foram expostas de
maneira brutal (as costas, as pernas). Nas partes do corpo
constantemente cobertas (seios, orgãos genitais) ele somente
acontece de forma excepcional. Cada vez mais encontram-se estudos
que demonstram que a exposição à luz solar durante a infância
constitui um fator determinante decisivo no risco de melanoma na
idade adulta.
Na França, contam-se anualmente
10 novos casos por 100.000 habitantes, é um dos cânceres cuja
freqüência mais aumenta no mundo (de 6 a 10% anualmente). Nos
Estados Unidos já representam mais de 3% de todos os casos de
câncer. Estudos estatísticos feitos nos Estados Unidos mostram
que o risco de desenvolver um melanoma no decorrer da vida era de
1/1500 em 1930, 1/600 em 1950, 1/150 em 1985, 1/105 em 1990 e
será em torno de 1/75 no ano 2000! São gravíssimos se não
forem detectados precocemente, ou seja, em um estágio em que a
excisão cirúrgica poderá ser efetuada com 100% de sucesso.
Cerca de 15 a 30% dos melanomas desenvolvem-se a partir de uma
pinta.
Os epiteliomas, por sua vez,
estão predominantemente localizados em áreas regularmente
expostas aos raios solares (cabeça, braços, mãos, pescoço).
São cânceres epidérmicos. São mais freqüentes em pessoas que
passam muito tempo fora de casa e em indivíduos de pele clara (fotótipos
I, II e III) morando em latitudes muito ensolaradas. São os mais
freqüentes, porém os menos perigosos. Surgem 80 a 800 novos
casos por ano, dependendo do país: na França, por exemplo,
registra-se 50.000 novos casos anualmente. Este tipo de câncer é
muito encontrado na Austrália (77% do total dos cânceres e 823
novos casos por ano para cada 100.000 habitantes!). O motivo é
simples, a Austrália é um país com muito Sol, colonizado por
pessoas de origem anglo-saxônica, ou seja, de pele clara.
Constituem a faixa ideal de maior risco para contrair um
epitelioma! De modo geral, a maior parte dos casos (cerca de 97%)
de epitelioma por ser curado somente por excisão.
Os dermatólogos distinguem 2
tipos de epiteliomas. Os epiteliomas basocelulares com malignidade
puramente local e representando de 70 a 90% dos casos, e os
epiteliomas espinocelulares, mais graves, de desenvolvimento mais
rápido, podendo tornar-se invasivos ou metastáticos. São mais
raros e ocorrem em 10 a 30% dos casos observados.
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O
sistema de definição do Fator de Proteção Solar é aplicado
nos Estados Unidos desde 1978 e é regulamentado pelo FDA. Na
Europa, o mesmo sistema era aplicado até 1994, data na qual ele
foi mudado, pelo COLIPA (Comité de Liaison des Associations
Européennes de l'Industrie de la Parfumerie). O
novo método europeu é muito parecido com o método americano, ao
ponto que os fatores de proteção americanos e europeus sejam
quase 100% comparáveis. As diferenças entre os dois
métodos residem mais em detalhes nos meios e na forma na qual os
experimentos são conduzidos; as bases são as mesmas, ou seja, o
eritema ocorrendo na pele de uma pessoa após uma certa quantidade
de horas exposta aos raios solares.
Primeiro, determina-se o DEM (Dosagem
Eritematica Mínima, em inglês MED , Minimal Erythemal
Dose) para cada um dos componentes do painel de testes. É a
quantidade de UVR necessária para produzir um eritema apenas
perceptível, em pessoas examinadas 24 horas após a exposição
aos UVR. As radiações são geralmente administradas por um
simulador solar. Os laboratórios de testes são suficientemente
experientes para estimar com bastante precisão a quantidade de
energia necessária para cada tipo de pessoa, evitando assim
"queimar" as cobaias. No dia seguinte, uma
quantidade padrão de filtro solar (2 mg/cm2) é
aplicada numa área da pele diferente e exposta à radiações
crescente, passo a passo, baseada no DEM da cobaia, e no FPS
estimado do filtro aplicado. As reações serão avaliadas após
24 horas, permitindo a definição de um novo DEM para a área da
pele que foi protegida pelo filtro. O FDA exige testes em 20 a 25
pessoas antes de autorizar a comercialização do produto. A
relação entre o DEM calculado com filtro e o EM sem filtro
solar, é um FPS individual. O FPS final, que será atribuído ao
produto, é a média dos coeficientes de proteção individual
obtidos para o grupo de indivíduos testados. Se, por exemplo, é
necessário 5 vezes mais tempo de exposição para causar um
eritema na área protegida do que foi necessário para gerar o
mesmo eritema na área desprotegida, então o FPS do produto será
5. A relação entre o FPS e o percentual de UVR eritrogênicos
bloqueados é mostrado no gráfico abaixo e explica porque um FPS
de 15 é freqüentemente considerado como suficiente, porque
bloqueia a grande maioria das radiações incidentes.
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O FPS
informa ao consumidor quanto tempo a mais que o normal ele vai
precisar para queimar, assumindo que o protetor continua na pele
para fazer efeito, obviamente. Assim, um FPS 15
aplicado num indivíduo que normalmente necessita de cerca de 20
minutos para queimar, terá uma proteção durante cerca de 300
minutos, ou seja, 5 horas (FPS 15 x 20 minutos = 300 minutos).
Experiências recentes mostram
que os protetores solares com FPS 15 podem prevenir contra as
lesões do gene p53 induzidas pelos UV.
O FPS
refere-se aos UVB e não aos UVA! O FPS usa como
ponto de avaliação o eritema, o qual é basicamente decorrente
dos UVB. Assim, é possível encontrar um produto com FPS baixo ou
moderado (FPS<15) que não oferece virtualmente nenhuma
proteção contra os UVA. Na realidade, a maior parte dos produtos
solares disponíveis no mercado norte-americano fornece uma
cobertura limitada para os UVA II mas muito pouco, se algum, tem
uma proteção contra os UVA I. Somente os produtos contendo
avobenzona ou óxido de zinco oferece uma proteção ampla contra
os UVA. Todas as grandes agências mundiais que regulamentam estes
assuntos estão trabalhando em métodos de testes e normas que
assegurarão aos consumidores informações adequadas sobre a
proteção contra os UVA. Já existe um método utilizando
substância sensibilizante (8-metoxipsoraleno ou 8-MOP) aplicada
numa espécie de ratos sem pele, comparando as doses foto-tóxicas
mínimas em área protegida e não protegida. Este método ainda
deixa muitas perguntas em aberto sendo que a primeira é da
validade de extrapolar os resultados obtidos em ratos sem pele...
para o homem!
| Tipo de pele |
Tempo de
exposição necessário para o aparecimento de queimadura |
| I |
10
minutos |
| II |
15
a 20 minutos |
| III |
30
minutos |
| IV |
30
a 45 minutos |
| V |
60
minutos |
A
aplicação correta do protetor solar é outro fator determinante.
Todos os protetores devem ser aplicados antes da exposição aos
raios solares. Assim, um produto com FPS 15 aplicado em uma pessoa
que normalmente se queimaria em 20 minutos vai garantir 300
minutos de exposição antes de se queimar; se esta pessoa ficar
10 minutos no Sol antes de passar o produto, ela já terá
recebido 50% de seu DEM e o produto somente garantirá mais 150
minutos de proteção. Ou seja, 2 horas e meia em vez de 5 horas.
Que um protetor solar possa ou não durar 5 horas já é uma
pergunta sujeita a debates; os banhos, a transpiração excessiva,
secar-se com toalhas são alguns dos parâmetros que podem reduzir
a capacidade de proteção de um protetor solar. Por isso, a
recomendação universal de se passar o produto de forma generosa
a cada 2 horas. Aplicações mais freqüentes podem ser
necessárias no caso de longas nadadas ou exercícios físicos
extremos.
A quantidade de produto aplicada
nos testes é de 2 mg/cm2, quantidade importante que
raramente é posta em prática. Isso significa que o FPS efetivo
é menor que o valor indicado, já que a camada de produto
aplicada é insuficiente para absorver os UVB. Este também é um
dos motivos pelos quais recomenda-se utilizar produtos de FPS 15
no mínimo. A aplicação de 1 mg/cm2 de um produto com
FPS 25 reduz o valor da proteção a menos da metade!
Finalmente, os protetores solares
podem ou não ter alguma resistência à água. antigamente, os
produtos podiam ser declarados resistente à água (water
resistant) ou impermeável à água (waterproof). Desde 1993 o FDA
eliminou o conceito de waterproof para substituí-lo por very
water resistant. |
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O
primeiro uso de filtros solares nos Estados Unidos foi em 1928.
Depois, eles começaram a aparecer na Austrália e a seguir na
França. Segundo a história, os protetores solares como são
conhecidos hoje, começaram realmente a ser usados no decorrer da
Segunda Guerra mundial quando o piloto e futuro farmacêutico
Benjamin Green ajudou a desenvolver uma fórmula para proteger dos
raios solares as tropas americanas em ação no Pacífico. A
fórmula chamada de "red vet pet" era feita
a base de um derivado do petróleo e apresentava-se na forma de
uma pasta viscosa de cor avermelhada. Em 1944, Green usou essa
invenção como base para o Coppertone Suntam Cream, o
primeiro protetor solar de consumo popular. Esta mistura de
aparência mais agradável, incorporando manteiga de cacau e
jasmim, foi desenvolvido no fogão de sua esposa, testada na sua
própria careca, e vendida para seus clientes de Miami Beach.
Durante muito tempo, os produtos
foram desenvolvidos para evitar as pessoas normais de serem
atingidas pelas dolorosas queimaduras solares, permitir um melhor
bronzeamento e hidratar a pele durante e após os banhos de Sol.
Eram principalmente produtos anti UVB.
Depois, a cosmetologia solar
orientou seus desenvolvimentos em função do problema do
envelhecimento acelerado gerado pelo Sol e para prevenir os
efeitos cumulativos decorrentes de exposições repetitivas tais
como rugas, manchas, etc. Filtros UVA foram então adicionados
para garantir uma proteção mais ampla.
Atualmente, os trabalhos
concentram-se na prevenção dos cânceres da pele por maior
proteção solar.
Do ponto de vista legal, cada
país tem sua própria legislação em matéria cosmética. Nos
Estados Unidos, já a partir de 1940, o FDA considera os filtros
solares como remédios. Até 1978, houve poucas manifestações
legais sobre o assunto até que, neste ano, o FDA publicou uma
nova regulamentação em que as principais novidades foram a lista
de ingredientes ativos autorizados e as normas e métodos para o
estabelecimento do FPS. Em 1993, um novo documento do FDA definiu
que um filtro deve reter os UVA até 360 nm para poder alegar ser
anti-UVA. Os produtos para bronzeamento artificial passam também
a ser regulamentado pelo FDA. Em 1997, o FDA autorizou o uso da
avobenzona (um filtro orgânico químico contra os UVA), em
concentrações de 2 a 3% para serem usados em conjunto com alguns
outros filtros, porém nem todos. A última manifestação do FDA
sobre o assunto foi em 21 de maio de 1999 (Sunscreen - Drug
Products For Over-The-Counter Human Use; Final Monograph).
Existem
dois tipos de agentes filtradores: os filtros solares orgânicos e
os inorgânicos. Os filtros orgânicos ainda são chamados
de solúveis ou químicos enquanto que os inorgânicos são
também chamados de solúveis ou químicos enquanto que os
inorgânicos são também conhecidos como físicos, minerais,
insolúveis, naturais ou não químicos. Este último é,
obviamente, mal empregado neste caso, mas tem ganho uma certa
aceitação por parte da indústria.
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Os
filtros orgânicos são substâncias compostas por moléculas
complexas. A ação foto-protetora dos filtros se
deve a sua capacidade de absorver os UV, impedindo a transmissão
da radiação até os tecidos subjacentes e evitando assim
qualquer efeito nocivo. Não existe filtro químico eficiente para
todo o espectro dos UV. Existem filtros com espectro de absorção
estreito, seletivos dos UVB (antranilatos, benzimidazois,
benzilidene canforado, cinamatos e ésteres do ácido
para-amino-benzóico [PABA] e filtros com espectro largo
apresentando também alguma eficácia contra os UVA (benzofenona e
os derivados do di-benzoilmetano como a avobenzona). A oxibenzona
é responsável por 50% das alergias aos produtos solares. O PABA
foi patenteado em 1943 e foi, durante longos anos, o principal
ingrediente ativo utilizado nos filtros solares. Hoje, existem
dúzias de ingredientes ativos para a produção de filtros
solares, mas nem todos são aprovados pelos organismos
regulamentadores.
Os
filtros minerais ou substâncias bloqueadoras são as novas
gerações de filtros compostas de pó muito finos,
opacos e inertes (diâmetros inferior a 200 nanômetros). Estes
materiais ou micro-pigmentos (dióxido de titânio, talco, mica,
óxido de zinco, óxido de ferro, caulim...) refletem a luz tais
como pequenos espelhos microscópicos. Partículas tão finas não
podem ser obtidas por processo mecânico sendo necessário o uso
de processos químicos para produzi-las. Utilizados isoladamente e
em concentração superior a 4-5%, estes pigmentos produzem uma
emulsão bastante espessa e difícil de aplicar. Existe então o
risco das micro-partículas aglutinarem-se, e neste caso, a luz
passaria a ser refletida de maneira mais intensa já que o tamanho
seria maior, as superfícies onde o produto teria sido aplicado
passariam a ter uma cor branca/azulada e este fenômeno seria a
origem de uma diminuição do fator de proteção. É a principal
razão pela qual os filtros orgânicos e os micro-pigmentos são
utilizados em conjunto nos protetores solares para garantir
emulsões mais fluídas, transparentes na pele e com fator de
proteção mais elevado.
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Nos
últimos anos, estes bloqueadores inorgânicos vem sendo usados
cada vez mais freqüentemente. Sua popularidade provam o
fato de não serem tóxicos, além de muito eficazes na proteção
contra os UVA, esses agentes filtradores absorvem e dispersam os
UVR. As duas partículas mais usadas e aprovadas tanto nos Estados
Unidos quanto no Japão e na Europa são o dióxido de titânio e
o óxido de zinco, embora os dois sejam oriundos de metais, ambos
possuem propriedades óticas diferentes, especialmente quando na
forma de micro-partículas. As micro-partículas de óxido de
zinco propiciam uma proteção maior contra os UVA. A figura
abaixo apresenta a relação entre o tamanho das partículas e a
luz visível reverberada, no caso do óxido de zinco. As
partículas mais brancas e conseqüentemente as que são mais
visíveis, são aquelas que difundem a luz com maior eficiência.
O tamanho da partícula na qual isto acontece varia de um material
para outro. No caso do óxido de zinco, a eficiência máxima de
difusão é atingida com partículas de cerca de 0,8 microns de
diâmetro (800 nm). No caso do dióxido de titânio, o melhor
tamanho para difusão é de 0,25 microns. Abaixo de 0,8 micronsa
eficiência de difusão cai drasticamente. E, em partículas
abaixo de 0,2 microns as mesmas tornam-se virtualmente
transparentes.
O índice de refração é outra
propriedade importante. Maior o índice de refração, maior será
o contraste enxergado pelo olho humano entre a partícula e o ar
que o cerca. O óxido de zinco e o dióxido de titânio possuem
índices de refração substancialmente diferentes: 1,9 para o
óxido de zinco e 2,6 para o dióxido de titânio. Isto significa
tecnicamente que o dióxido de titânio é inerentemente um
pigmento branco mais forte, sendo assim é mais difícil torná-lo
transparente em produtos acabados ou seja, nos produtos solares. O
óxido de zinco, com seu índice de refração menor pode ser mais
facilmente incorporado nas formulações. |
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Trata-se
de um mercado oligopolístico onde alguns poucos fabricantes
dividem o bolo formado pelos formuladores de produtos solares. Os
maiores fabricantes são: BASF, divisão Cosmeticon, com a linha
Uvinul, Merck, divisão Rona, com a linha Eusolex, ISP com a linha
Escalol, Roche com a linha Parsol e Haarmann & Reimer, com a
linha Neo Heliopan. Ciba, líder mundial em filtros para
aplicações industriais com os produtos Tinosorb. A israelita
Frutarom oferece também sua linha Solarom.
Da lista dos 17 aprovados e
publicados pelo FDA em 21 de maio de 1999 (Sunscreen - Drug
Products For Over-The-Counter Human Use; Final Monograph) e
dos 21 (9 permanentes e 12 temporários) produtos constantes do
Anexo VII das Diretivas Cosméticas da CEE (76/768/EEC)
somente 14 são amplamente utilizados. O cinoxato, o Padimate O
e outros entram em pouquíssimas formulações.
Alguns grandes continuam
procurando produtos inovadores como a l'Oreal e o silatrisol
(INCI - Drometrizole Trisiloxane), por exemplo, mas a tendência
geral do mercado não é essa. Os fabricantes dedicam-se mais ao
estudo das sinergias dos diferentes ativos, a homogeneidade
do filme formado na pele, a fácil e cômoda aplicação, e a
resistência à água. O prazer e comodidade na utilização geram
a mais freqüente re-aplicação do produto e, conseqüentemente,
maior eficácia do mesmo; iso se traduz por uma maior satisfação
dos consumidores e fidelidade à marca.
Assim, devido a alta eficácia
dos filtros minerais, os grandes fabricantes
procuram desenvolver compostos usando TiO2 ou ZnO junto
com filtros orgânicos e outros emolientes, para oferecer
aos fabricantes de produtos solares soluções não somente com
FPS maior, mas principalmente, com maior facilidade de manuseio. A
Uniqema oferece Tioveil (com TiO2) e Spectraveil (com
ZnO). A Rhodia oferece o Mirasun TIW 60, uma dispersão aquosa de
TiO2 de 60 nm coberto com silício e alumina. Henkel
já trabalhou mais na procura de emolientes permitindo aumentar a
eficácia dos filtros na formulação final: melhor é a
dissolução do filtro na formulação final, melhor será sua
eficácia. O Myritol 331 (óleo de côco) apresenta excelente
capacidade de solubilização dos filtros e facilita a operação
de espalhar o produto na pele. Fornecedores e fabricantes também
trabalham na melhoria dos filtros solares nos quais adicionam-se
outros ativos para combater a formação dos radicais livres
induzidos pelos UVR.
É um mercado em crescimento
movido pela conscientização, por parte da população, dos
perigos da exposição aos raios solares.
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Principais
Filtros Orgânicos Comercializados |
| INCI |
CAS |
COLIPA |
FDA/OTC |
COLIPA |
PRODUTOS |
| 4-Methylbenzylidene
Camphor |
36861-47-9 |
S60 |
AAF |
6% |
Solarom
MBC, Neo Heliopan MBC, Parsol 5000, Uvinul MBC95, Eusolex
6300 |
| (4-Methilbenzilideno
cânfora) |
| Phenylbenzimidazole
Sulfonic Acid |
27503-81-7 |
S45 |
4% |
8% |
Neo Heliopan
Hydro, Parsol HS, Eusolex 232 |
| (Ácido
Fenilbenzimidazolsulfônico) |
| Menthyl
Anthranilate |
134-09-8 |
|
5% |
NA |
Solarom
MA, Neo Heliopan MA |
| (Antranilato
de Mentila) |
| Benzophenone-3 |
131-57-7 |
S38 |
6% |
10% |
Solarom BZP3,
Neo Heliopan BB, Tinosorb B3, Uvinul M40, Escalol 567,
Eusolex 4360 |
| (Benzofenona-3) |
| Benzophenone-4 |
4065-45-6 |
S40 |
|
5% |
Uvinul
MS 40, Escalol 577 |
| (Benzofenona-4) |
| Butylmethoxydibenzoylmethane
ou Avobenzone |
703562-09-1 |
S66 |
3% |
5% |
Solarom BMBM,
Parsol 1789, Eusolex 9020 |
| (Butilmetoxidibenzoilmetano
ou Avobenzona) |
| Homosalate |
118-56-9 |
S12 |
15% |
10% |
Heliopan
HMS, Eusolex HMS |
| (Homossalato) |
| Octocrylene |
6197-30-4 |
S32 |
10% |
10% |
Solarom OCR, Neo
Heliopan 303, Uvinul N539 SG, Escalol 597, Eusole OCR |
| (Octocrileno) |
| Octyl
Dimethil PABA |
21245-02-3 |
S8 |
|
8% |
Escalol
507, Eusolex 6007 |
| (p-Dimetilparaminobenzoato
de Octila) |
| Isoamyl-p-methocycinnamate |
71617-10-2 |
S27 |
AAF |
10% |
Solarom AMC, Neo
Heliopan E 1000 |
| (p-Metoxicinamato
de Isoamila) |
| Octyl
Methoxycinnamate |
5466-77-3 |
S28 |
8% |
10% |
Solarom
OMC, Neo Heliopan AV, Parsol MCX, Tinosorb OMC, Uvinul MC80,
Escalol 557, Eusolex 2292 |
| (p-Metoxicinamato
de Octila) |
| Octyl Salicylate |
118-60-5 |
S13 |
5% |
5% |
Solarom OS, Neo
Heliopan OS, Escalol 587, Eusolex OS |
| (Salicilato
de Octila) |
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AAF = APROVAÇÃO
SOLICITADA
NA = NÃO APROVADO |
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| Artigo
compilado da revista Cosméticos Perfumes - Novembro/Dezembro 1999
- nº 3 |
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